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domingo, 8 de janeiro de 2012

07/01/2012 - sábado - 260o. dia - Saint. Georges - Guiana Francesa





Fazia muito tempo que não pilotava gostoso como pilotei hoje. Foram 140 km de curvas, mas curva mesmo, cada uma mais fechada que a outra. E o piso muito bom. Quando o piso é ruim a gente para no meio da estrada para descansar; quando é bom a gente para para curtir. Foi por isso que numa área de escape da estrada parei para fazer um café. Tinha ultrapassado um comboio do exército e, quando eu parei, passaram buzinando e fazendo acenos para nós.

Chegamos por volta do meio dia à cidade de Saint Georges, às margens do Rio Oiapoque, na Divisa com o Brasil. Que lástima! Assustei com a quantidade de gente na pequena vila. Os supermercados não cabiam mais gente, os bares lotados. Com o passar das horas fui descobrindo o motivo. Era dia de liberação da mesada dos índios e para os desocupados. Tanto os índios como os desocupados recebem uma mesada do governo Francês. Os índios recebem mais que os “civilizados”. Um casal de índio com três filhos recebe em torno de $ 2.000,00 euros, por mês. Para os civilizados existem algumas regras de idade e por tempo de trabalho já exercido e recebem menos.

Ao anoitecer a vila parecia aquelas cenas de filmes da idade média na França e na Inglaterra. Era bêbado para todo lado, debaixo de uma chuva fina e constante; muitos já caídos pelo chão. As índias, bêbadas, tiram a blusa e andam expondo os seios pelas ruas menos movimentadas.

Segundo informação de um brasileiro, que é professor de educação física aqui em Saint. Georges, os índios ficam na cidade bebendo até acabar o dinheiro e sujando as ruas. Ele afirmou que durante o restante do mês a cidade é bem limpa e tem pouca movimentação nas ruas.

Quando chegamos a balsa que transporta os carros para a cidade de Oiapoque tinha acabado de sair. Informações davam que ela só atravessa quando tem carro do lado brasileiro ou quando ligam chamando. Diziam ainda que só para buscar a moto o valor era em torno de 200 euros.

A centena de barqueiros que ficam procurando clientes para atravessar para o lado brasileiro nos assediava querendo levar a moto. A primeira pedida foi de 80 euros. Mas já tinha resolvido que dormiria na cidade para analisar melhor. Até a noite o valor já tinha caído pela metade.

O local de parada da Balsa fica fora do local de maior movimento da cidade, estacionei a Celestina lá e fiquei contando com a sorte no sentido da balsa ainda voltar na vila. Enquanto aguardava fiz amizade com um Frances que é instrutor de caiaque e outros esportes hídricos e preside a associação dos amadores. O cara nos cedeu local para dormir e até internet tentou, mas tinha esquecido a senha.

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